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 Castelo Branco TURISMO ROTEIRO

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MensagemAssunto: Castelo Branco TURISMO ROTEIRO   Seg 24 Dez 2007 - 17:12

A cidade desenvolve-se na encosta nascente de uma pequena
elevação, que se ergue duma vasta região planáltica. Assim a descreveu Alexandre
Herculano em 1851: "Beira Baixa olhando em volta parece um plano onde se eleva
ao centro o monte de Castelo Branco em cuja encosta oriental alveja a
cidade".Este sítio conferiu a Castelo Branco todas as características de um
aglomerado de fortaleza e condicionou, durante séculos, os destinos e as funções
da cidade. Da antiga função defensiva é testemunha o Castelo, erguido em boa
posição estratégica e donde se avista, em dias de céu claro, todo o curso
superior do Tejo até à zona raiana.

Comece a visita pelo Castelo, hoje resultado de sucessivas intervenções. A
Igreja de Sta. Maria do Castelo é um templo de fundação românica que conserva,
no seu interior despido, a lápide funerária do poeta do Cancioneiro Geral, João
Roiz de Castelo Branco. Desça em direcção à Praça Velha, centro do burgo até ao
séc.XIX. Aí se encontravam a antiga Casa da Câmara, o Celeiro da Ordem de
Cristo, o Pelourinho (entretanto destruído) e o primeiro Paço do Bispo da
Guarda, que a toponímia guardou na memória- Rua do Arco
do Bispo.

Siga agora em direcção à
Sé, pela rua de S. Sebastião, com as suas casas apalaçadas, de meados do
séc.XIX, num ecletismo próprio da época. A Igreja de S. Miguel, hoje Sé
Concatedral, começou por ser uma estrutura gótica muito modificada no séc.XVII.
Com a elevação de Castelo Branco a cidade, em 1771 e com a criação do respectivo
bispado, passou a ser um dos edifícios mais representativos dos creres e viveres
da comunidade. O interior transmite-nos todas as estéticas artísticas dos finais
do séc.XVI ao séc.XIX, da imaginária à pintura, passando pela talha, mobiliário,
alfaias e paramentos. Na sacristia, a que se acede por uma porta encimada com as
armas episcopais do segundo bispo de Castelo Branco, notável trabalho de
cantaria regional, existe um interessante museu de arte sacra.

Dirija-se agora ao Jardim do
Paço, passando pelo belo Cruzeiro quinhentista de
S. João. O antigo paço, construção dos finais do séc.XVI, foi mandado
edificar como residência Inverno por D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda. D.
João de Mendonça funda os Jardins anexos ao paço, sob evocação de S. João
Batista, em 1725. D.Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco,
acrescentou e embelezou, o jardim em 1782. Entre alamedas de buxo, encontram-se
várias estátuas de granito (trabalhos muito prováveis de cantaria local). As
quatro partes do Mundo então conhecido (Europa, Ásia, África e Índia), os signos
do Zodíaco, a ciclicidade das estações e dos meses do ano, o ar e o fogo pilares
do Universo na concepção grega, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno e
Paraíso), as Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade) e as Virtudes Morais
(Fortaleza, Justiça, Prudência e Temperança), tudo se funde, lembrando, a
efemeridade da vida e o carácter contemplativo do jardim. O grande lago,
encimado pela cascata, que é rematada com as representações de Moisés, de Sta.
Ana e da Samaritana, recorda-nos a presença na construção de um outro elemento
do Universo: a água. Dessa plataforma acede-se a outra situada num plano
inferior, ladeada pelas escadarias dos Apóstolos, com toda a simbólica de vida
ou de morte, e dos Reis, de D Afonso Henriques a D. José.
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MensagemAssunto: Património Castelo Branco   Seg 24 Dez 2007 - 17:15

PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares
Proença Júnior)-M.N.
Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D.
Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima"
o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras
que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no
século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir
de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo
edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como
o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente
Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente
no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir
de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se
no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação
do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda
tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares);
também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como
Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço
Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo
recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal
é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto
rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura
simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22
degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas
pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas.

LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO -
M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino,
que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa
base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde
assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base
à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado.

PALÁCIO DOS VISCONDES DE
PORTALEGRE - I.I.P.
No extremo da antiga Devesa, ergue-se o Solar dos
Viscondes de Portalegre desde 1743 (propriedade da família Coutinho Refoios). É
um edifício de marcas acentuadamente renascentistas. A sua fachada apresenta uma
disposição simétrica no que concerne aos elementos arquitectónicos. Neste
conjunto destaca-se, as janelas de sacada, pela harmonia e beleza visual. É
desde finais do século XIX sede do Governo Civil do Distrito de Castelo Branco.
No seu interior, além de um quadro a óleo de um dos proprietários, deve
visitar-se a sala da música.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE
MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada
nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a
tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja
autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da
entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano
inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se
descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só
nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e
XIX.
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MensagemAssunto: Património Castelo Branco   Seg 24 Dez 2007 - 17:16

IGREJA DE S. MIGUEL (SÉ) -
I.P.P.
A igreja de S. Miguel, remonta provavelmente ao séc. XIII ou
séc. XIV, que estava muito arruinada no último quartel do séc. XVII. Devido à
escassez de meios para fazer um obra monumental, foi D. Martim Afonso de Melo,
Bispo da Guarda, que a reedificou no último quartel do século XVII, pagando a
maior parte das despesas na sua reconstrução, a fachada é quase desprovida de
ornamentos. Tem apenas uma nave que é separada da capela-mor por um belo arco
renascentista, no fecho do qual está o brasão de armas do dito Bispo, como
testemunham os dizeres de uma lápide que se encontra no interior da Sé numa das
paredes laterais. Ao segundo bispo da diocese de Castelo branco, Frei Vicente
Ferrer da Rocha (1782-1814), se deve a construção (em estilo barroco), dos dois
corpos laterais, com os quais foi aumentado o templo: a Sacristia Grande e a
Capela do Santíssimo Sacramento.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE
- V.C.Ignora-se a data de fundação do Templo de Nossa Senhora da Piedade
outrora designada por S. Gregório. O interesse principal da visita centra-se no
conjunto de azulejos que forram as paredes da pequena nave, oferecidos, em 1739,
pelos familiares do Dr. Francisco Rafeiro. Azuis de estilo joanino, representam
a Adoração dos Reis Magos, a Última Ceia, os Mistérios da Virgem e imagens dos
Apóstolos.

SOLAR DOS VISCONDES DE OLEIROS
(Edifício da Câmara Municipal de Castelo Branco) - V.C.
Na actual
Praça do Município há um antigo solar que foi propriedade da família dos
Fonsecas Albuquerques Mesquitas e Castros à qual pertenceram os viscondes de
Oleiros. O edifício foi comprado pela Câmara Municipal ao Dr. Francisco Rebelo
de Albuquerque por escritura celebrada em 18 de Outubro de 1935. Após a execução
de algumas obras de adaptação, a Câmara deslocou a sua sede do Largo da Sé para
este solar, onde realizou a sua primeira sessão em 5 de Dezembro do mesmo ano. A
frontaria, gisada nos gosto italiano do século XVII, apresenta uma escadaria
exterior de dois lanços e janelas de vergas rectas com cimalhetas. A traça da
porta principal foi influenciada pelo alvorecer do estilo barroco. O palácio
possuía outrora na sua frente um pátio nobre com os respectivo portão, que foi
suprimido no segundo quartel do século XX para permitir a construção da Avenida
de Nuno Álvares e da actual Praça do Município onde também desemboca a nova
avenida do 28 de Maio. Estes arruamentos foram construídos na antiga quinta
anexa ao solar. A fachada posterior é embelezada por um peristilo com colunas de
granito e cujas paredes se acham revestidas de azulejos artísticos.

CASTELO E MURALHAS DE CASTELO
BRANCO - E.V.
Apesar de existirem vestígios datáveis da Pré e da
Proto-história encontrados no Castelo de Castelo Branco, foi durante a Idade
Média que se terá fundado a fortaleza templária. Edificada pelos Templários,
provavelmente entre 1214 e 1230, fechava um cerco de muralhas e torres.
Admite-se que os seus limites tivessem sido mandados alargar por D. Dinis, mas
ao certo, sabe-se apenas que foi D. Afonso IV(1343) que mandou erguer-lhe os
muros. Através das gravuras do Livro das Fortalezas, de Duarte de Armas, podemos
analisar Castelo Branco do séc. XVI como povoação-fortaleza, com ruas estreitas,
apresentando edifícios com uma porta larga para arrumação do cavalo na loja e
porta estreita para servir o andar onde se alojava o cavaleiro e a sua família.
No recinto desta fortaleza encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo,
antiga sede de freguesia. Era no seu adro que se reuniam a Assembleia do
Homens-Bons e as autoridades monástico-militares, até ao séc. XIV. Esta foi a
Igreja Matriz da freguesia de Stª Maria do Castelo, com diversas reconstruções.
Ficou quase destruída com a invasão castelhana, após a revolução de 1640. Em
1704 foi de novo incendiada pelos castelhanos. Os soldados de Junot, por ocasião
da primeira invasão francesa, deixaram esta igreja completamente em derrocada,
tendo servido de cavalariça e depois incendiada. No seu pavimento encontram-se
diversos túmulos. Entre eles destaca-se o de João Roíz de Castelo Branco,
célebre poeta do séc. XVI, natural de Castelo Branco. A entrada para o antigo
terreiro da alcáçova fazia-se por um arco redondo, situado por detrás da dita
Igreja. Depois de o passarmos, à esquerda, podemos reparar na cisterna
primitiva. Em frente, encontra-se a vulgarmente denominada "Torre dos
Templários", com janelas ornadas com elementos manuelinos e que não é mais do
que um torreão anexo do Palácio dos Alcaides, cujas dependências se
desenvolviam, por um lado, até à outra torre e para o interior do terreiro. O
palácio tinha uma varanda alprendrada. A fortaleza que hoje existe deve-se a uma
reconstrução incaracterística da Direcção Geral de Edifícios e Monumentos
Nacionais nos princípios dos anos 40. Este monumento faz parte da nossa memória
cultural, foi ele que deu o nome à actual cidade de Castelo Branco.
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MensagemAssunto: Património Castelo Branco   Seg 24 Dez 2007 - 17:18

PORTAL PRINCIPAL E PORTA DE ROMA
DA ANTIGA QUINTA DO PAÇO EPISCOPAL / JARDIM DO PAÇO - M.N.
O Jardim do
Paço Episcopal de Castelo Branco revela-se como um dos mais originais exemplares
do barroco em Portugal. Em especial no que respeita à estatuária: aos aspectos
simbólicos e à disposição dos seus elementos em percursos temáticos. Foi o Bispo
da Guarda, D. João de Mendonça (1711-1736) que encomendou e provavelmente
orientou as obras do Jardim. Mais tarde, já no fim do séc. XVIII, o segundo
bispo da Diocese de Castelo Branco, D. Vicente Ferrer da Rocha fez obras de
algum relevo no mesmo. Em 1911, o Jardim passa para as mãos da Câmara Municipal
por arrendamento e em 1919 adquiri-o a título definitivo. Este formoso jardim
barroco, em forma rectangular, é dominado por balcões e varandas com guardas de
ferro e balaústres de cantaria. Dispõe de cinco lagos, com bordos trabalhados,
nos quais estão montados jogos de água. No patamar intermédio da Escadaria dos
Reis acham-se repuxos e jogos de água surpreendentes. Por entre canteiros de
buxo de fino recorte, erguem-se simbólicas estátuas de granito, em que se
destacam os Novíssimos do Homem, Quatro Virtudes Cardeais, as Três Virtudes
Teologais, os Signos do Zodíaco, as Partes do Mundo, as Quatro Estações do Ano,
o Fogo e a Caça. Dispostos à maneira de escadório, acham-se representados os
Apóstolos e os Reis de Portugal até D. José I. No patim superior, encontram-se
estátuas alusivas ao Antigo Testamento e à simbologia da água como elemento
purificador. O Jardim Alagado, tanque floreado de curvas bem delineadas e
canteiros de flores, tem ao centro um repuxo de cantaria por três golfinhos
entrelaçados e encimados por uma coroa. A estranheza da iconografia do conjunto
escultórico resulta do facto de haver uma aliança singular entre o universo
religioso e universo panteísta. Este jardim sofreu uma profunda e complexa
intervenção de restauro e conservação, no âmbito do Programa Polis, a nível de
tratamento de vegetação, reintrodução de espécies vegetais, recuperação dos
sistemas de águas, iluminação e drenagem. Esta intervenção incide também na
limpeza da cantaria e recolocação de estátuas nos locais originais, recuperação
dos muros e do tanque principal, sob a cascata de Moisés. Durante este
trabalhos, foi descoberto o sistema hidráulico perfeitamente intacto, construído
em 1725, procedendo-se à sua conservação e restauro.

DOMUS MUNICIPALIS
Na
Praça Velha, que é o centro do burgo medieval, encontra-se a antiga Domus
Municipalis, obra dos princípios do séc. XVI, alvo de várias reconstruções.
Hoje, o que de melhor se conserva à a sua desenvolta escadaria, assente em arcos
adiantados ao edifício que termina num balcão com guardas de ferro apoiadas em
balaústres de granito. Na fachada conservam-se uma esfera armilar, as armas de
D. Manuel e uma lápide epigrafada em latim, datada de 1646, que evoca o facto de
D. João IV ter entregue a protecção do reino à Imaculada Conceição. Resta, sobre
a porta principal, um campanário, já sem sino que anunciava o fecho das portas
da cidade.

PORTADOS
QUINHENTISTAS
Sem desprezo pelos imóveis modernos, notas de progresso
na cidade albicastrense, quem nos visita sente-se atraído pela parte medieval,
uma das mais ricas do país. Destacam-se mais de trezentos portados, sendo cerca
de trinta caracterizados com lintéis ornados de traça manuelina. Este acervo
constitui, porventura, a mais genuína expressão do património arquitectónico do
séc. XVI.

CASA DO ARCO DO BISPO -
I.I.P.
Está situada na Praça Velha ou Praça de Camões, trata-se de um
ex-libris arquitectónico, por se tratar dum edifício com um grande arco de volta
perfeita , foi a primeira residência dos bispos da Guarda, nesta cidade, então
integrada nessa Diocese. Já existia em meados do séc. XIII.
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MensagemAssunto: GASTRONOMIA   Seg 24 Dez 2007 - 17:29



Introdução

A gastronomia regional da Beira Baixa, desde sempre apreciada
pela sua riqueza e diversidade, encontra-se estreitamente com a história e com
os costumes de um povo outrora limitado pela sua localização geográfica e pelos
recursos agrícolas obtidos da própria terra. A produção pecuária e a agricultura
de subsistência eram as principais fontes de bens alimentares e toda a
alimentação se baseava em torno de alimentos caseiros e tradicionais. Em muito
contribuíram os sabores das gentes Beirãs, para que, na actualidade seja
possível saborear a grande variedade de pratos típicos regionais que temos ao
nosso dispor. Os segredos e a arte de os confeccionar ainda pertence aos mais
velhos, mas a sua importância na caracterização e identificação da região da
Beira Baixa incita-nos a prová-los em restaurantes com este tipo de oferta
gastronómica.

Este roteiro gastronómico promove os restaurantes situados
na zona histórica de Castelo Branco e ementas regionais da Beira Baixa
apresentadas pelos mesmos.

Os pratos típicos encontram-se devidamente
assinalados e são acompanhados por uma descrição da sua mais-valia nutricional,
alimentar e de outras características que os tornam distintos. A escolha ou
preferência por uma ementa regional podem, não só dar a conhecer um pouco mais
da tradição de uma região, como pode contribuir, dependendo da receita e métodos
culinários utilizados, para uma alimentação equilibrada e saudável. Ao contrário
do que se possa pensar esta gastronomia de cariz regional integra ingredientes
de elevada riqueza nutricional como o azeite, hortaliças e leguminosas secas.
Além disso, utiliza de forma racional fontes de gordura e proteína animal,
contribuindo para o bem estar e saúde de quem os ingere. Em muito semelhante ao
padrão alimentar mediterrâneo, a cozinha tradicional Beirã constitui a opção
mais correcta para uma alimentação sadia, sendo a melhor alternativa aos usuais
e monótonos menus tipo fast-food que actualmente assombram as mesas
portuguesas.

Ao longo deste Roteiro Gastronómico são apresentados alguns
dos pratos mais característicos e saborosos da região da Beira Baixa. Estes
foram seleccionados com base na tradição que os envolve e tendo em consideração
o seu valor alimentar nutricional. As sopas, que se caracterizam quase sempre
pela abundância em hortaliças, leguminosas secas e pela presença moderada de
azeite, proporcionam-lhe uma fonte sadia e equilibrada de nutrientes reguladores
e protectores. Além disso, são pratos que saciam e comportam um baixo valor
calórico. Alguns evidenciam aromas e sabores excepcionais! Os pratos principais
congregam combinações únicas concebidas e aperfeiçoadas empiricamente ao longo
dos tempos e das quais resultam as melhores iguarias da região. O valor destas
receitas incrementado pela variedade alimentar e riqueza nutricional que
comporta e pelos consequentes benefícios para a saúde, nomeadamente na prevenção
de doenças crónicas e degenerativas. Remetidas para o final, mas não menos
apetecíveis, as sobremesas tradicionais Beirãs, na sua maioria de origem
popular, complementam ingredientes nutritivos, como o leite e os ovos, com uma
confecção simples e caseira. Em muitas denota-se em suave aroma a canela que se
mistura deliciosamente com o paladar com os restantes sabores
envolvidos.

Não esqueçamos os produtos alimentares regionais! Os queijos,
que gozam da maior fama, são elaborados de forma artesanal com leite de ovelha
ou de cabra, ou ainda ambos, sendo apreciados por todo o país. De realçar também
a qualidade de enchidos e de alguns vinhos produzidos na
região.

Resta-nos desejar-lhe bom apetite !!











Pratos Típicos
• Empadas de Castelo Branco
• Sopa de Matação
• Cabrito Assado

Laburdo
• Fígado de cebolada
• Perdiz no forno
• Cabrito recheado
(Alcains)
• Fritada (matança) e Enchidos (morcela, chouriço, farinheira) em
Póvoa de Rio de Moinhos
• Ensopado de Cabrito em Tinalhas
• Fressura com
ervas, Ensopado de cabrito e Seventre (matança) em S. Vicente da Beira

Bucho Recheado em Lardosa
• Maranhos (festa de Verão) em Salgueiro do Campo

• Miga de Batata co tomate em Ninho do Açor
• Sopa de Grão (casamentos)
em Monforte da Beira
• Miga de Peixe em Malpica do Tejo
• Sopa de massa
em Cebolais de Cima

Doces
• Papas de Carolo
• Arroz Doce
• Tijeladas
• Broas de Mel

Biscoitos de azeite
• Bolo de festa
• Borrachões
• Pão-de-Ló

Bola de Páscoa
• Filhós fritas e Filhós fintas
• Minutos (S. Vicente da
Beira)
• Bicas (Escalos de Cima, Lousa, Salgueiro do Campo, Caféde,
Sarzedas)
• Cavacas
• Fascias ou Xurrilhos (Monforte da Beira)

Papas de milho e Cavacões (Benquerenças).

Queijos
Queijos de Castelo Branco (DOP)
É um queijo
curado de fabrico artesanal, elaborado com leite de ovelha, cardo e sal. Tem uma
cor ligeiramente amarelada e uma aroma intenso e característico. Apresenta um
sabor suave e invulgar.
Queijo amarelo da Beira Baixa (DOP)
É um
queijo curado, de pasta semi-dura feito com leite de ovelha ou a partir da
mistura do leite de ovelha e cabra, coalho animal e sal. Tem um aroma igualmente
intenso e um sabor limpo. Excepcional quando consumido no final das
refeições.
Queijo picante da Beira Baixa (DOP)
É um
queijo curado durante cento e vinte dias, pelo que apresenta um sabor muito
intenso e picante. Ideal para pessoas que apreciem sabores verdadeiramente
fortes.

Requeijão:
É elaborado a partir do soro do leite que se obtém durante o processo de
produção dos queijos e possuí um travo típico resultante do seu fabrico
artesanal. Pode ser servido ao natural ou compor sobremesas deliciosas e
saudáveis. Acompanhado com mel, doce de abóbora ou apenas polvilhado com canela
ou açúcar, o requeijão participa em inúmeras receitas regionais, sendo um
produto alimentar muito tradicional na região da Beira Baixa.







































Maranhos
Papas de Carolo
Tijeladas

Enchidos

Sendo a Beira Baixa com fortes tradições e costumes populares, alguns
deles, como a matança do porco, assumia particular importância na obtenção de
carnes e outras matérias primas para a produção artesanal de enchidos.
Actualmente, este tipo de produção verifica-se principalmente a nível particular
e a maioria dos enchidos da região é produzida e comercializada por pequenas
indústrias familiares. Os chouriços, as morcelas, os presuntos e outros produtos
de charcutaria produzidos nesta região mantém características próprias ligadas
não só às condições geográficas e climatéricas da Beira Baixa, mas também a
costumes ligados à criação de animais.

Vinhos

A produção de vinho na região da Beira Baixa ocorre fundamentalmente na
zona da Cova da Beira, onde encontramos as adegas cooperativas do Fundão e da
Covilhã. Apesar do sector vinicultor não estar muito expandido nesta região e
dos seus vinhos serem poucos divulgados no resto do País, são produzidos alguns
vinhos de grande qualidade, sobretudo alguns tintos que podem ser apreciados em
na maioria dos restaurantes da região. Apresentamos-lhe alguns desses vinhos e
estamos certos que ficará surpreendido pela positiva!
Cova da Beira - Fundão
Praça Velha - Fundão
Alcambar - Fundão
Piornos - Covilhã
Conde
Julião - Covilhã
Pedra Urso -
Covilhã
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MensagemAssunto: ARTESANATO   Seg 24 Dez 2007 - 17:35

Colchas de Castelo Branco

De inspiração oriental, as colchas de Castelo Branco são
conhecidas, pelo menos, a partir de meados do século XVI.
De constituição
semelhante às colchas de Toledo e de Guadalupe, foram durante séculos a
dignidade do enxoval de qualquer noiva desta região, fosse ela plebeia ou
nobre.
Bordadas com fio de seda em pano de linho, os seus elementos
decorativos têm simbologia singular. Assim, a albarrada representa o lar e a
árvore da vida; os pássaros juntos os desposados, quando não estão representados
por simbólicos bonecos; os encadeados, a cadeia indestrutível do matrimónio; os
cravos representam o Homem, e as rosas a Mulher; os lírios, a Virtude; os
corações, o Amor; as gavinhas, a Amizade; a hera, a firme afeição; os jasmins, a
virtude da castidade; as romãs e as pinhas, a solidariedade e união da família;
os frangos e os galaripos, a prole bendita; e os lagartos, os amuletos da
felicidade tão desejada.
Encontram-se em exposição e fabrico no Museu Tavares
Proença Júnior e loja da Vila, Rua da Misericórdia - Castelo Branco

Calçadas

Na linha da secular tradição portuguesa, os passeios da cidade
apresentam calçadas originais. Os calceteiros ligados à Câmara Municipal
adaptaram a sua arte de trabalhar a pedra de basalto e calcário, os motivos
decorativos das célebres colchas de Castelo Branco. São os bordados em pedra. A
arte sob os nossos pés.



Outro Artesanato
  • "Sajões" e objectos de cortiça (Juncal do Campo )
  • Mantas de trapos e colchas de bilros (S. Vicente da Beira)
  • Rendas e Bordados (Monforte e Malpica do Tejo)
  • Rodilhos (Benquerenças)
  • Tecelagem (Freixial do campo, Cebolais e Retaxo)
  • Tecelagem de mantas, tapetes e colchas (Sarzedas)
  • Trabalhos em cantaria (Alcains)
  • Tropeços (cortiça)





    TURISMO FEIRAS ANUAIS








    Castelo Branco
  • 6 de Janeiro30 de Agosto (Feira Franca)
  • 4 de Outubro e 18 de Dezembro (Feira do Gado Suíno)
    Alcains
  • 1 de Novembro
    Escalos de Baixo
  • 2º Domingo de Janeiro
    Escalos de Cima

  • 15 de Janeiro
    Lardosa
  • 20 de Janeiro
  • 2º Domingo de Maio
  • 13 de Setembro
  • 11 de Novembro
    Malpica do Tejo
  • 3º Domingo de Junho
    Monforte da Beira

  • 10 de Agosto
    Póvoa de Rio de Moinhos
  • 12 de Outubro
    S.Vicente da Beira
  • 3º Domingo de Janeiro
  • 3º Sábado de Setembro
    Sarzedas
  • 1 de Janeiro
  • 2º Domingo de Fevereiro
    15 e 16 de Agosto
    29 de Dezembro
    Louriçal do Campo
  • 2º Domingo de Março
  • 20 de Agosto

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    MensagemAssunto: POSTO DE TURISMO   Seg 24 Dez 2007 - 17:48

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    MensagemAssunto: Re: Castelo Branco TURISMO ROTEIRO   

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