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 A raiva melhora a capacidade de tomar decisão?

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zucabrava
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MensagemAssunto: A raiva melhora a capacidade de tomar decisão?   Sex 28 Dez 2007 - 3:06

Introdução

Ben Franklin nos disse que ela é uma companheira da insensatez e John Dryden afirmou que ela "habita o seio dos tolos". Mas os Sith nos dizem para dar atenção a ela e a banda Rage Against the Machine afirma que é uma dádiva, e nós gostamos de "Guerra nas Estrelas" e de rock. Sendo assim, como devemos nos sentir em relação à raiva?




Em alguns casos, as pessoas zangadas podem ser ainda mais
analíticas do que as mais calmas


Um novo estudo realizado por pesquisadores na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, confere um novo paradigma à teoria de que há alguns aspectos positivos em relação à raiva, principalmente relacionados à tomada de decisão. Os resultados do estudo, que foi conduzido pelos professores Wesley Moons e Diane Mackie, foram publicados no "Personality and Social Psychology Bulletin" do mês de maio. No artigo intitulado "Thinking Straight While Seeing Red: The Influence of Anger on Information Processing", o dr. Moons e a dra. Mackie explicam que os estudos anteriores foram interpretados para demonstrar que as pessoas zangadas são menos analíticas e confiam mais em estereótipos. Entretanto, os pesquisadores consideraram que alguns desses estudos não foram convincentes e outros podem destacar aspectos positivos pouco discutidos da raiva na tomada de decisão.

Emoções humanas e robóticas
Helen Fisher é antropóloga da Rutgers University, especializada em diferenças entre os sexos e na evolução das emoções humanas. Mas, aparentemente, os humanos não são os únicos com emoções...

O mais recente robô humanóide japonês, "Kansei", franze a sobrancelha quando ouve a palavra "bomba" e sorri quando escuta a palavra "sushi". O robô, criado por uma equipe de pesquisa de uma universidade do Japão, pode executar até 36 expressões faciais diferentes em resposta às palavras ditas em inglês, como felicidade, tristeza, raiva, repugnância, medo e surpresa e quaisquer combinações dessas emoções.

Para investigar sua afirmação, o dr. Moons e a dra. Mackie realizaram três experimentos que testaram os efeitos da raiva em raciocínios analíticos. As pessoas que participaram dos testes eram alunos da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. No primeiro teste, as pessoas foram divididas em dois grupos, um que ficaria zangado e outro que permaneceria "neutro". No primeiro grupo, alguns alunos escreveram sobre uma experiência passada que os deixou zangados; os demais foram induzidos a se zangar quando um "participante criticou severamente seus objetivos de vida". Depois de assegurar que alguns dos alunos estavam suficientemente irritados, foi pedido aos dois grupos que fizessem uma distinção entre argumentos fracos e contundentes em ensaios que sugeriam que alunos da graduação têm boas práticas financeiras. Os argumentos contundentes citavam estudos anteriores e pesquisas sobre o assunto; os argumentos fracos faziam afirmações precisas sem apresentar evidências.
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MensagemAssunto: Experimentos sobre a raiva   Sex 28 Dez 2007 - 3:09

Experimentos sobre a raiva
A raiva e sua saúde
Uma pequena quantidade de raiva pode ter benefícios positivos. Mas acessos de raiva freqüentes, dramáticos ou até violentos podem afetar sua saúde de forma negativa, contribuindo para o estresse e doenças cardíacas. A raiva também pode acarretar um comportamento arriscado ou nocivo.
O experimento foi realizado novamente, mas, desta vez, foi dito aos alunos quem escreveu os argumentos: uma empresa preocupada com o seu setor financeiro e uma organização médica. A intenção era que aqueles que receberam a informação de que a empresa de finanças elaborou uma declaração tendessem a ser a favor dessa declaração, independentemente da sua qualidade. Por outro lado, uma declaração formulada por uma organização médica pareceria menos confiável.


No final, os resultados dos dois testes demonstraram que os alunos zangados foram mais bem-sucedidos do que o grupo de controle dos alunos neutros ao optar por argumentos mais contundentes.



Os testes pareceram colaborar com as afirmações dos pesquisadores, mas eles decidiram ser mais rigorosos. No terceiro e último teste, os alunos fizeram uma avaliação por escrito para determinar suas capacidades analíticas. Aqueles que foram analisados como menos propensos analiticamente foram separados dos que pareceram ser mais analíticos. As pessoas menos analíticas receberam argumentos sobre a introdução de exames abrangentes obrigatórios para a graduação dos alunos de uma faculdade, uma idéia que era considerada bastante impopular. Entre as pessoas menos analíticas, os zangados tiveram um melhor desempenho ao distinguir os argumentos contundentes dos fracos. As pessoas neutras não demonstraram nenhum aumento na capacidade analítica.
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MensagemAssunto: Conclusões   Sex 28 Dez 2007 - 3:11

Conclusões

A julgar por estes testes, parece que ao se fazer a distinção entre diversos argumentos, as pessoas zangadas ignoram informações que são irrelevantes para a qualidade do argumento como, por exemplo, a sua fonte. Entretanto, pessoas neutras apresentam uma preferência indevida por essas dicas. No seu relatório, o dr. Moons e a dra. Mackie escreveram que "pessoas zangadas geralmente eram sensíveis às variações na qualidade do argumento". Em outras palavras, eles prestam atenção à heurística ou às dicas que realmente importam - qualidade do argumento, fatos fornecidos, etc. Ao contrário da crença comum, a raiva agora pode ser encarada como um "motivador" do pensamento analítico, em vez de uma barreira.

O estudo da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, mostra que a raiva pode ajudar a impulsionar o pensamento analítico, já que pessoas zangadas ignoram, com mais freqüência, informações que são menos úteis. Mas por quê? Caso pense a respeito, há uma lógica subjacente. A raiva é uma emoção que demanda uma resposta. Às vezes, essa resposta pode ser nociva ou violenta. Mas, em outros casos, ela pode ser construtiva como, por exemplo, um desejo de encontrar uma solução ao se concentrar em pensar de forma analítica. E conforme vimos no terceiro teste, até mesmo as pessoas que não demonstravam uma tendência analítica viram um aumento na sua capacidade de raciocínio ao ficarem um pouco aborrecidas. O estudo também destaca que, em geral, as pessoas zangadas têm vontade de ver alguém ser punido, um sentimento que poderia motivá-las a classificar um argumento em detrimento de outro.





A estátua do Pensador

Se este rapaz ficasse um pouco bravo, ele chegaria à resposta sobre aquilo que o está incomodando?


Outros estudos, alguns dos quais são citados no trabalho de Moons-Mackie, também encontraram benefícios positivos da raiva. A dra. Jennifer Lerner, da Carnegie-Mellon University, estudou bastante os efeitos da raiva. Ela descobriu que reagir a uma situação de estresse com uma quantidade razoável de raiva pode fazer com que as pessoas tenham uma maior sensação de controle e se sintam mais otimistas. Vale a pena mencionar que o dr. Moons e a dra. Mackie não atestaram esse nível elevado de certeza entre as pessoas no seu estudo. A dra. Carol Tavris, psicóloga e autora de um livro chamado "Anger: The Misunderstood Emotion", afirma que certamente a raiva tem um papel positivo a ser desempenhado na sociedade. Como exemplo, ela menciona o movimento de sufrágio para mulheres.



Na vida cotidiana, normalmente ouvimos as pessoas dizerem que é mais saudável expressar a frustração ou ter pequenos acessos de raiva, em vez de reprimir esses sentimentos a fim de soltá-los, agressivamente, em um momento ruim. Expressar a raiva pode gerar discussões saudáveis, momentos de discernimento e entendimento. Normalmente, também é uma resposta melhor do que uma das alternativas - medo.
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